Saturday, June 23, 2007

À medida que os anos passam, os dias, as noites e as Primaveras, há muitas coisas que deixam de fazer sentido.

Mas nem sempre nos afastamos delas.

A maior parte das vezes afastamo-nos é de nós.

Sunday, May 20, 2007


Eu vim de uma nuvem de algodão.
Com muitos sonhos, muitas metas!
É um facto,
Eu vim de uma nuvem de algodão.
De um mundo pequenino,
muitas cores e coisas bonitas.
Trazia o corpo suado em esperanças presas
em todos os poros do meu corpo.
Queria cheirar tudo, tocar tudo, sentir tudo!
Queria, muito mais que outra coisa qualquer!
O cavalo branco e o seu príncipe,
as árvores e as gargalhadas,
as letras grandes e gordas,
consumindo-me os sentidos, os saberes.
Queria uma infinidade de coisas
que queremos todos e ninguém tem!
Ou quase ninguém!
Trazia, como disse, o corpo
E mais do que isso,
os cabelos, pesados
as malas, as roupas,
tudo em mim
transpirava
coisas boas!
boas coisas!
Mas no meio de tão boas crenças
Tínha-me esquecido do mais importante
Da Força... Para todos os males!

Thursday, March 15, 2007


A lua vai beijando a parte esquerda do meu rosto, enquanto rabiscando o caderno velho da vida, a memória que não falha, tráz até mim o teu rosto. Perco-me por segundos na imensidão da noite pálida, clara. Na brisa de novidade que trazes no corpo. Sei, quero e peço que me envolva, que me abafe, que me percorra, que me ensine... Mas é essa mesma lua e essa mesma noite de que te falei que não me dá a certeza para te procurar, insistir e, finalmente, te encontrar.
Vejo-te nos dias mais frios dos meus meses, vejo-te quando sinto que o coração quente perdeu a cor. Ao longe, sinto-te a sede de viver que jamais desprezas... Cheiras-me a Anos, a sabedoria, a cultura, a mar. Sinto-te o olhar verde no corpo magro, sim, no teu, no meu, somos ambos magros... E quero. Quero, simplesmente. E, no entanto, não te conheço. Sim, talvez, pouco... És o barco velho que o Oriente me prometeu.
Esta é a loucura das minhas Primaveras, mas a que preciso de cometer para procurar mais, querer mais, exigir mais e, isto tudo porque, a Lua um dia me chamou Intensa.

Estás aqui, estás perto.

Vamos?
Bom, tenho de confessar que me é difícil começar. Mas seria rude da minha parte não vos dar as boas vindas a este espaço, à minha casa, ao pedaço de terra que delimitei.

Terei muito gosto em partilhar com vocês os cheiros, ondas verdes, asas e firmamentos. As danças e flores...

As Viagens de Luz.